28 de fev. de 2019




A pausa foi longa.
Esse novo ano teve um início insípido, incolor.
Não foi fácil acordar para constatar alguns novos acontecimentos.
Aquele climão de velório e olha que eu sou aquela que sempre busco o lado bom em tudo de ruim.
Engolir a seco, sufocar o grito, segurar as lágrimas foram as primeiras sensações.
Nesse mesmo primeiro dia sair para a rua e ver e ouvir algumas das coisas que sabia desde sempre que iriam me enojar, me fez calar. Nunca havia tido esse sentimento. Eu quis desaparecer.
Por minha sorte estava com uma amiga que entende minha dor, meu desespero e meu silêncio.
Então, os dias foram passando e eu buscando meu equilíbrio nas diversas formas que utilizo para viver o irreal, sair do círculo vicioso e contagiante que escorre veneno, toxina botulínica.
Hoje, me sentindo fora do transe, pude voltar para este espaço onde solto as palavras, os temores e tudo aquilo que sufoca o peito.
Aos poucos retomo o lado amor que existe dentro de mim para explicitar por aqui. O real, o irreal e todas as formas de amar.
Apesar de tudo, existe uma chama dentro de mim que não apaga e acredita em dias melhores.
Que tenhamos dias maravilhosos com todas as cores e sabores para nos deliciar.