9 de jul. de 2010
E se mais esta noite fria me faz pensar e repensar em meus atos, sentimentos, pensamentos e virtudes, aqui estou para tentar decodificar algo que está criptografado em meu subconsciente.
Sou capaz de esperar horas, dias, meses por algo que não devo esperar.
Esqueço que na vida, nesta que vivo paralelamente, não cabe a razão de uma existência, somente o sonho não realizado e se esse houver algum manifesto de esperança, prefiro sentir o amargo de uma derrota que não sofri.
O medo me conforta para que eu possa sair da minha redoma de vidro, pisando nos cacos sem me ferir. A única coisa que me preocupa é ferir a distância... acertar de um modo que seja doloroso e incolor. O azul me acalma, o vermelho me deixa aflita.
Sei que muitas vezes pareço um tornado, mas o que o meu vento carrega são apenas palavras soltas no ar e a natureza se encarrega de direciona-las para onde puder.
Nesse momento a escuridão me faz levitar e fico sem saber o que pensar. Prefiro aguardar o crepúsculo para fazer minha mente brilhar.
Guarde alguns pedaços de amor... pode ser na fronha de um delicioso travesseiro.
Sou capaz de esperar horas, dias, meses por algo que não devo esperar.
Esqueço que na vida, nesta que vivo paralelamente, não cabe a razão de uma existência, somente o sonho não realizado e se esse houver algum manifesto de esperança, prefiro sentir o amargo de uma derrota que não sofri.
O medo me conforta para que eu possa sair da minha redoma de vidro, pisando nos cacos sem me ferir. A única coisa que me preocupa é ferir a distância... acertar de um modo que seja doloroso e incolor. O azul me acalma, o vermelho me deixa aflita.
Sei que muitas vezes pareço um tornado, mas o que o meu vento carrega são apenas palavras soltas no ar e a natureza se encarrega de direciona-las para onde puder.
Nesse momento a escuridão me faz levitar e fico sem saber o que pensar. Prefiro aguardar o crepúsculo para fazer minha mente brilhar.
Guarde alguns pedaços de amor... pode ser na fronha de um delicioso travesseiro.
Adorava a época quando tudo era fonte de inspiração. Quando eu sentia tesão por pequenas coisas, quando alimentava minha imaginação.
Vagava por lugares desconhecidos mas com vontade imensa de conhecer o caminho. Sonhava com o mapa perdido, o lugar estratégico e a insegurança que gerava satisfação.
Hoje, após a passagem aberta, não sinto a mesma vontade. Demorou tanto que pude perceber que há outras alamedas e então me resta a escolha: a passagem cedida ou a viela cinzenta.
Demorou tanto que pude sentir medo. Talvez seja o medo de errar ou de amar ou ainda de me decepcionar.
Eu não quero isso agora. Eu queria me entregar... mas a estranheza dos acontecimentos fincaram meus pés no chão.
Com isso percebo que foi tudo uma ilusão, que apenas posso guardar as lembranças com carinho em meu coração.
Priscila Maria
Um olhar e nada mais? Ou tudo?
Seus olhos eu pude sentir
eles devoraram os meus
mesmo eu tentando impedir.
Seus olhos não deixaram eu desviar
o meu olhar que me entragava,
que denunciava o que o meu coração sentia.
Eu nunca havia reparado em seus olhos
eles estavam escondidos
não sei se por medo ou insegurança,
só sei que pude sentir o que eles
talvez nem quisessem transmitir.
Eu vi a sua alma.
Eu sinti o que você estava sentindo.
Eu correspondi da única maneira que eu podia.
Você até me desconcertou
e percebeu isso.
Nessa hora eu olhei para a sua boca
foi o que eu desejei,
mesmo sabendo que não devia.
Nessa hora eu queria pertencer ao mesmo corpo,
feito tatuagem.
Eu sei que você sentiu, eu não vou negar.
Mas como sabemos, não podemos ou melhor
não devemos.
Essa não é a hora
e talvez não teremos a nossa hora.
Mas teremos os nossos momentos,
os nossos olhares,
os nossos sentimentos.
Priscila Maria
eles devoraram os meus
mesmo eu tentando impedir.
Seus olhos não deixaram eu desviar
o meu olhar que me entragava,
que denunciava o que o meu coração sentia.
Eu nunca havia reparado em seus olhos
eles estavam escondidos
não sei se por medo ou insegurança,
só sei que pude sentir o que eles
talvez nem quisessem transmitir.
Eu vi a sua alma.
Eu sinti o que você estava sentindo.
Eu correspondi da única maneira que eu podia.
Você até me desconcertou
e percebeu isso.
Nessa hora eu olhei para a sua boca
foi o que eu desejei,
mesmo sabendo que não devia.
Nessa hora eu queria pertencer ao mesmo corpo,
feito tatuagem.
Eu sei que você sentiu, eu não vou negar.
Mas como sabemos, não podemos ou melhor
não devemos.
Essa não é a hora
e talvez não teremos a nossa hora.
Mas teremos os nossos momentos,
os nossos olhares,
os nossos sentimentos.
Priscila Maria
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