9 de jul. de 2010


Adorava a época quando tudo era fonte de inspiração. Quando eu sentia tesão por pequenas coisas, quando alimentava minha imaginação.

Vagava por lugares desconhecidos mas com vontade imensa de conhecer o caminho. Sonhava com o mapa perdido, o lugar estratégico e a insegurança que gerava satisfação.

Hoje, após a passagem aberta, não sinto a mesma vontade. Demorou tanto que pude perceber que há outras alamedas e então me resta a escolha: a passagem cedida ou a viela cinzenta.

Demorou tanto que pude sentir medo. Talvez seja o medo de errar ou de amar ou ainda de me decepcionar.

Eu não quero isso agora. Eu queria me entregar... mas a estranheza dos acontecimentos fincaram meus pés no chão.

Com isso percebo que foi tudo uma ilusão, que apenas posso guardar as lembranças com carinho em meu coração.

Priscila Maria

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