9 de jun. de 2015

E o que vai na minha cabeça?

A magia do que se vive em curtos momentos.
As palavras lidas, os gestos mostrados.
A certeza de que somente aquele momento é o verdadeiro,
os minutos seguintes já não farão parte.
Que ninguém é de ninguém e que quando alguém o deseja,
naquele momento aquele alguém pode ser seu.
Somente naquele momento.
O tempo é um aliado mas muitas vezes é o crucial que acaba com tudo.
O tempo ajuda a deixar mais próximo porém se o tempo passar,
não tem como voltar. É pegar ou largar.
Então eu quero mais é pegar. Sentir o sabor do turbilhão de emoções.
Mas eis que o medo surge. Ah... o medo.
Esse sabe colocar tudo no seu devido lugar.
Faz você acreditar que jogar tudo por alguém te deixa sem ninguém.
Faz você lembrar que tudo sempre foi tão lindo.
Basta um carinho para colorir o cinza que teimou em se mostrar.
Lembrar do entusiasmo e de todas as loucuras verdadeiras feitas por amor,
no melhor sentido de amar.
E o sexo gritando alto, passando por cima das leis mas chegando no gozo final.
Todas as maravilhas vividas e as que estão por vir passam pela minha cabeça.
A luz continua acesa e não pretende deixar de brilhar.
As vezes, o caminho utilizado nos obrigam a passar por vielas interessantes,
daquelas que queremos sentir o gosto, o cheiro, o tocar mas nunca
sem lembrar qual janela devemos iluminar.
Sem magoar, sem ferir, sem mentir, sem chorar.
E tudo que é especial tem um lugar cativo e jamais irá se apagar.
Sei que novas ruas ainda irei cruzar mas sempre lembrando onde pisar.
O carinho que sinto é imenso e não tenho como mostrar.
E muitas águas vão rolar...

Priscila Maria

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